INVESTIGADOR DE POLÍCIA

No momento de perigo, o cidadão pensa em Deus e na polícia; passado o perigo ele se esquece de Deus e execra a polícia.

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PROJETOS DE LEI SANCIONADOS

Publicado por Flávio Lapa Claro em 14/11/2008

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

PLC’s SANCIONADOS

LEI COMPLEMENTAR 1062 – APOSENTADORIA ESPECIAL

LEI COMPLEMENTAR 1063 – REESTRUTURAÇÃO DOS DELEGADOS

LEI COMPLEMENTAR 1064 – REESTRUTURAÇÃO DAS OUTRAS CARREIRAS

Disponível em http://www.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=5&id=1069308

José Serra sanciona reajuste salarial para a Polícia Civil

Do Diário OnLineCom Agências

O governador José Serra sancionou nesta quinta-feira quatro projetos de lei complementares que beneficiam policiais civis, militares e técnico-científicos, além de aposentados e pensionistas, com um conjunto de medidas de valorização. Entre elas está o reajuste no salário-base em 6,5%. A lei será publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial. O aumento, retroativo a 1º de novembro, será depositado na conta dos servidores em dezembro.

As novas leis elevam o piso de todos os cargos das carreiras policiais. É o caso do delegado, que muda dos atuais R$ 3,7 mil para R$ 4,9 mil. Em 2009, esse valor subirá para R$ 5,2 mil, um reajuste acumulado de 40,3%. No caso dos investigadores e escrivães, o piso inicial das carreiras, em cidades com menos de 200 mil habitantes, passa dos atuais R$ 1.757,82 para R$ 2.056,96 e chega a R$ 2.142,56 em 2009, reajuste acumulado de 21,89%.

Os textos sancionados asseguram ainda extinção da quinta classe com a redistribuição dos cargos beneficiando cerca de 3.500 delegados e 16.032 policiais operacionais, ou seja, praticamente 50% dos policiais ativos serão promovidos.

Além disso, as leis garantem intervalo salarial de 10,5% entre as classes, bem como a criação de 1.236 cargos de oficiais administrativos destinados ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito). As mudanças também significam vencimentos maiores à medida que o policial for sendo promovido.Aposentadoria – Outra reivindicação atendida é a aposentadoria especial. Com isso, os policiais civis podem se aposentar cinco anos mais cedo. Isso porque, o tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria vai cair de 35 anos para 30 anos com o fim da exigência da idade mínima para quem ingressou na carreira até 2003.

Já os aposentados e pensionistas também têm um acréscimo salarial. Eles levam para a inatividade, de forma gradual, 50% da média do Adicional de Local de Exercício recebido nos últimos cinco anos.

Para a Polícia Militar um dos principais benefícios é a redução do número de cargos de segundo-tenente e a criação automática de 1.180 cargos de cabos, sargentos e subtenentes que serão alocados em 44 novos batalhões e companhias.

Na mesma corporação, a lei transforma as vagas de segundo-tenente extintas em cargos de coronel, tenente coronel, major, capitão e primeiro-tenente, o que permitirá novas promoções.

A lei garante também projeto que regulamenta a criação do cargo de Superintendente da Polícia Técnico-Científica, com vencimentos equivalentes aos de Delegado-Geral de Polícia e Comandante Geral da PM.

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COMEÇA O RACHA NA BANCADA GOVERNISTA

Publicado por Flávio Lapa Claro em 07/11/2008

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

COMEÇA O RACHA NA BANCADA GOVERNISTA

Nosso movimento está fazendo história. A base de sustentação do governo Serra na ALESP está, pela primeira vez, se dividindo.
O Deputado Olímpio Gomes (PV) está conosco desde o início.
Ontem, na ALESP, recebemos explicitamente o apoio de dois deputados de partidos que suportam o governo. O primeiro a declarar seu apoio às nossas reivindicações foi o Coronel Ferrarini (PTB). Logo em seguida, o Deputado Luciano Batista (PSB) também o fez.
Os Deputados Bruno Covas (PSDB), Maria Lúcia Amary (PSDB) Fernando Capez (PSDB), Jonas Donizette (PSB), Campos Machado (PTB) e Said Mourad (PSC) demonstraram seu inconformismo com os projetos, propondo emendas que foram rejeitadas pelo relator. Esperamos que esse inconformismo se traduza em votos.
As bancadas do PT e do PSOL estão fazendo um ótimo trabalho. Poderíamos ter apoio de maior quantidade, mas, com certeza, nunca conseguiríamos melhor qualidade. Reconheço publicamente e agradeço a atuação brilhante dessas duas bancadas.
Tenho a mais absoluta certeza que dessa vez o SERRA terá uma derrota estrondosa, na ALESP. Porque nossas reivindicações são justas. São baseadas na lei. E seu atendimento é necessário para que a população do Estado possa ter uma Polícia Civil que corresponda minimamente às suas necessidades.

Abraços a todos
E até a vitória final

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

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O CALABOCA DO GOVERNADOR II

Publicado por Flávio Lapa Claro em 06/11/2008

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
O CALABOCA DO GOVERNADOR

Disponível em http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=cd56b04931e6d110VgnVCM100000600014ac____

05/11/2008 20h59

Mensagens aditivas antecipam para novembro reajuste salarial das polícias

Propostas do governador serão incorporadas a projetos pautados para congresso de comissões convocado para hoje

Da Redação

O presidente da Assembléia, deputado Vaz de Lima, anunciou o recebimento de mensagens aditivas que antecipam a vigência dos PLCs 59, 60 e 61, todos de 2008 e de autoria do Executivo, em conseqüência do que os servidores, ativos e inativos, das polícias militar, civil e técnico-científica terão seus vencimentos reajustados com o índice linear de 6,5% a partir de 1º de novembro de 2008 e o mesmo índice em novembro de 2009.
O anúncio foi feito com a presença dos secretários de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, de Gestão Pública, Sidney Beraldo, e dos líderes das bancadas que compõem a base de sustentação do governo na Assembléia. Beraldo considerou que as mensagens aditivas são resultado de mais um esforço do governador José Serra no sentido de normalizar a situação da segurança pública no Estado, e leva em conta também o empenho dos deputados da base governista. Segundo ele, durante o processo de discussão dos projetos pelo Legislativo, os parlamentares foram sensibilizados pela necessidade de mais um esforço tendo em vista a valorização dos policiais.
Marzagão considerou que a antecipação dos reajustes evidencia a grande preocupação que o governador sempre teve com a polícia e demonstra o bom entendimento com os partidos que dão sustentação ao governo. De acordo com o secretário da Segurança, com as mensagens aditivas haverá um acréscimo de
R$ 230 milhões no orçamento da pasta, que, somados aos valores já previstos nos PLCs em tramitação, chegam a R$ 1,06 bilhão, anuais.

Força do diálogo
Embora reconhecendo que não se tenha chegado a uma situação ideal, o líder do Governo, Barros Munhoz, salientou que a proposta do governo melhora a remuneração dos policiais e atende a um sonho antigo de valorização do salário-base, em contraposição à política de gratificações, oxigena as carreiras, permitindo maior número de promoções, reduzindo classes e garantindo aposentadoria especial aos 30 anos. “Tenho orgulho do presidente Vaz de Lima, homem do consenso, tenho orgulho dos líderes dos partidos da base e orgulho do governador de São Paulo, empreendedor e realizador, que sabe que sem bons servidores públicos não se pode ter um bom governo”, concluiu o líder.

Tramitação
Segundo informou Vaz de Lima, a reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça, de Segurança Pública e de Finanças e Orçamento, convocada para as 10h desta quinta-feira, 6/11, apreciará os PLCs 59, 60 e 61 já com a antecipação dos reajustes proposta nas mensagens aditivas, que serão apensadas às proposituras.
Vaz de Lima informou, ainda, que o governador enviará à Casa nos próximos dias projeto de lei que dispõe sobre a exigência de formação universitária para o ingresso nas carreiras de escrivão e investigador. A medida atende a demanda do Legislativo que já aprovara proposta nesse sentido que, no entanto, ostenta vício de inconstitucionalidade, segundo entendimento do Executivo.

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GOVERNO COMEÇA A ABRIR AS PERNAS

Publicado por Flávio Lapa Claro em 05/11/2008

Disponível em http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=6126b04931e6d110VgnVCM100000600014ac____

 

05/11/2008 20h54
 
Mensagem aditiva antecipa para novembro reajuste salarial das polícias
 
 
 
Da Redação
 
 
Flash

O presidente da Assembléia, deputado Vaz de Lima, anunciou o recebimento de mensagens aditivas que antecipam a vigência dos PLCs 59, 60 e 61, todos de 2008 e de autoria do Executivo, em conseqüência do que a Polícia Militar, Civil e Técnico-Científica terão reajuste de salário de 6,5% a partir de 1º de novembro de 2008 e o mesmo índice em novembro de 2009.
O anúncio foi feito com a presença dos secretários de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, de Gestão Pública, Sidney Beraldo, e dos líderes das bancadas que compõem a base de sustentação do governo na Assembléia.

 

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A BATALHA PERDIDA NOS DARÁ FORÇAS PARA VENCERMOS A GUERRA

Publicado por Flávio Lapa Claro em 05/11/2008

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

A BATALHA PERDIDA NOS DARÁ FORÇAS PARA VENCERMOS A GUERRA

RECEBIDO PELO GRUPO DE DISCUSSÃO DIGNIDADE SP:

bom dia OBAMA parabens negão…

por ele se mostrar maior que a sua realidade

mas sera que e bom para ele ?

depois que o bushinho ,como diz um comentarista famoso,

acabou com os estados unidos e a moral de seu pais ,

envolto numa guerra sem fim e sem cabimento ,

acabou com a economia de seu pais ,

sem tomar providencias para resolve-las ,

apesar de esperar este problema ja ha 4 anos,

acabou com a auto estima dos seus ,

lhes mostrando que são apenas mais um ,

e não um americano com orgulho

qualquer semelhança e mera coincidencia ,mas são as regras

sera que foi um premio ou uma desova de um cadaver de um pais
agonizante

de qualquer forma parabens OBAMA que vc consiga mostrar

que sera capaz e maior do que estes probleminhas que ira enfrentar

pois nos meros policiais civis do estado de são paulo ,

conseguimos mostrar a cara do governador , mas e uma pena

nos não conseguimos trazer a mudança a são paulo …

MAS

continuaremos tentando ,

mostrar a população quem e este homem

que fez medo ao seu criador , que rasga a constituição

que não respeita seus pares e debocha de seus eleitores

e tem interesse numa policia desmotivada , alienada e desagregada

movido sabe-se la por quais sentimentos ou desejos

dos quais conheço apenas um

a vontade de ser presidente

A QUAL

enterrou nesta madrugada

apos mostrar sua verdadeira face ,

não preocupada com o caixa do estado ou com o estimulo de seu
servidor

mas sim preocupada em aquecer o mercado de propaganda eleitoral

a partir do inicio do ano que vem

que confesso

terei prazer inenarravel em fazer cumprir a lei eleitoral

vigiando-o por hs a fio e cuidando para que nao cometa crimes
eleitorais

pois seremos 40000 a procura-los e denuncia-los a partir de hj

NOS POLICIAIS CIVIS SOMOS VENCEDORES

POIS O DESMASCARAMOS , O PUSEMOS NA LONA

COMO DIZEM , ELE VENCEU UMA BATALHA

MAS NÃO VENCERA A GUERRA QUE COMPROU NA CALADA DESTA MADRUGADA

Colaborador: MC HABIB

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Solução para sermos recebidos pelo governador

Publicado por Flávio Lapa Claro em 03/11/2008

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
SOLUÇÃO PARA SERMOS RECEBIDOS PELO GOVERNADOR
Publicado no FLIT PARALISANTE – http://www.flit-paralisante.blogspot.com

SOLUÇÃO PARA SERMOS RECEBIDOS PELO GOVERNADOR…”OLÊEEE PORCOÔÔ!!!”
———- Forwarded message ———-
From: Greve Pc 2008
Date: 2008/10/31
Subject: SOLUÇÃO PARA SERMOS RECEBIDOS PELO GOVERNADOR
To: guerra conde

Na próxima passeata ao Palácio, ao invés de Camisas da Polícia, deveremos ir com CAMISETAS DO PALMEIRAS, MÁSCARAS DE PORCO, SOCO INGLÊS E BOMBAS CASEIRAS, GRITANDO “OLÊEEE PORCOÔÔ!!!” EM VEZ DE “FORA MARZAGÃO!”
CERTAMENTE SERÍAMOS CONFUNDIDOS COM LÍDERES DA MANCHA, E RECEBIDOS CALOROSAMENTE PELO GOVERNADOR FANFARRÃO.
APROVEITANDO A OCASIÃO, PODERÍAMOS SEQUESTRAR O VAMPIRO E CHAMAR O GATE PRA NEGOCIAR!!! HEHEHE… PROBLEMA RESOLVIDO!!! SÓ PRECISA VER QUEM É O VICE DELE…

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O CONTROLE DA MEDIA

Publicado por Flávio Lapa Claro em 02/11/2008

Domingo, 2 de Novembro de 2008

 

O CONTROLE DA MEDIA (matéria de 19/12/2006)

Disponível em http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1309377-EI6584,00.html 

Terça, 19 de dezembro de 2006, 18h36
Demitido, repórter da Globo critica direção
Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora.
Leia também:
» Resposta do diretor de jornalismo da TV Globo

Em nota, a TV Globo diz que Rodrigo Vianna encaminhou a mensagem após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado.

Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna:

LEALDADE

Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar – ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.

Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: “você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros”. Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos – sim – bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.

Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: “olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás”.

Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política – da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.

Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.

Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: “o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto”.

Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.

Na reta final do primeiro turno, os “aloprados do PT” aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.

Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: “por que não vamos repercutir a matéria da “Istoé”, mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?”

Por que isso, por que aquilo… Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?

Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de “petistas” e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do “governo anterior”, acharam que ninguém ia achar estranho?

Faltando seis dias para o primeiro turno, o “petista” Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!

Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as “suspeitas”, e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente… A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.

Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.

Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada…).

O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!

Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!

Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do “dossiê”. Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?

E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas “desagradáveis”. A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.

E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores…

E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa – as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.

Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!

Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?

Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?

O JN levou um furo, foi isso?

Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele… Mas, a Globo não pôs no ar… O portal “G-1″ botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a “CartaCapital” ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.

Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?

Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.

E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da “CartaCapital”. Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!

Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista “Quatro Rodas” dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!

Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição…

De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de “pretos e pardos”. Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha…

A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como “concubinas” ou “amásias”. Nunca usamos esses termos!

Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de “turcos” pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?

Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de “Parada dos Pederastas”. Francamente, não tenho mais estômago.

Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?

Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.

Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.

Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.

Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:

“(…)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança”.

Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas… Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo – sim – no Brasil.

E vejam o vocabulário: “lealdade e confiança”. Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da “lealdade”.

Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.

Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi “leal” com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!

João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:

“Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando”.

Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!

Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na “geladeira”. Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação – especialmente em São Paulo.

Boa parte dos seus “colaboradores” (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas – “colaboradores”, essa é boa… Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.

Mas, isso tudo tem pouca importância.

Grave mesmo é a tela da Globo – no Jornalismo, especialmente – não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?

Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?

Depois, não sabem porque os protestantes crescem…

Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!

Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.

Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.

Foram quase doze anos de Globo.

Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha – nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.

Havia o João Paulada – o faz-tudo da Redação.

Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces…

Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.

Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós – nas ruas, no Metrô, na padaria.

Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia “vallet park”, nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.

Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.

Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.

Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas…

1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem “lealdade”; parecem “poderosos chefões” falando com seus seguidores… Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.

2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.

Saudades das equipes na rua – UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.

Saudades dos editores – que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.

Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem – acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!

Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica – sempre leais.

Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter – com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).

Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.

Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.

Um beijo a todos.

Rodrigo Vianna.

Terra Magazine

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GOVERNADOR PEDE URGÊNCIA NA TRAMITAÇÃO DOS PLCs

Publicado por Flávio Lapa Claro em 01/11/2008

Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u462974.shtml

01/11/2008 – 12h25
Serra pede urgência na votação do aumento de salário de policiais

colaboração para a Folha Online
O governador José Serra (PSDB) enviou na sexta-feira (31) cinco mensagens à Assembléia Legislativa de São Paulo pedindo caráter de urgência na votação dos cinco projetos de lei em tramitação na Casa que prevêem, entre outros itens, o reajuste dos salários dos policiais civis, militares e científicos. O pedido de urgência foi publicado na edição deste sábado do “Diário Oficial do Estado”.

No regime de tramitação ordinária, cada comissão –Constituição e Justiça, Segurança Pública e Finanças e Orçamento– teria 30 dias para avaliar as emendas dos projetos de lei. Com isso, o projeto levaria no mínimo 90 dias para ser votado. Com o pedido do governador, o projeto deve chegar a pauta de votação no máximo até o início da próxima semana.

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Vaz de Lima (PSDB), vai decidir na segunda-feira (3) como o plenário vai discutir o assunto.”Vou avaliar o pedido de urgência e decidir pela nomeação de um relator especial da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] ou pela convocação do Congresso de Comissão –reúne as três comissões–, que discute as emendas em apenas um dia”, afirmou Vaz.

Os representantes dos policiais civis em greve querem dos deputados uma emenda aglutinativa que modifique os projetos de lei com o objetivo de aumentar o percentual de reajuste oferecido pelo governo 6,5% no salário-base a partir de 1º de janeiro do próximo ano e mais 6,5% a partir de janeiro de 2010. A categoria quer 15% de reajuste neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010.

A Assembléia argumenta que o reajuste não pode exceder o Orçamento. “Temos a Lei de Responsabilidade Fiscal, que deve ser respeitada para não desequilibrar os cofres públicos”, disse Vaz.

Audiência pública

A presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo enviou na sexta-feira (31) à CCJ os projetos de lei que prevêem o reajuste dos policias civis e militares. Os textos foram encaminhados para a comissão após uma acalorada audiência pública para discutir os projetos.

Representantes de 16 entidades classistas e 23 deputados –entre eles alguns representantes da bancada governista– defenderam em plenário suas posições a respeito dos projetos enviados por Serra.

Durante a audiência, lideranças dos policiais civis fizeram críticas à forma como a greve da categoria vem sendo tratada pelo governo estadual e apelaram para a “sensibilidade” dos deputados, que devem votar projetos de lei encaminhados pelo governador José Serra que trata dos reajustes para as polícias Civil, Militar e Técnico-Científica.

Para o presidente da Casa, a audiência teve um bom desempenho, já que diversas entidades e vários deputados puderam manifestar suas posições sobre a situação da polícia e a proposta do governo. ‘Foi ordeira e inteligente’, disse o deputado, mesmo com os protestos e vais dos policiais durante a audiência. Durante o discurso do deputado João Caramez (PSDB), os policiais no plenário deram as costas ao parlamentar e depois se retiraram do local.

De acordo com o presidente da Assembléia, depois de passar pela CCJ, o que deve acontecer dentro de 30 dias, o projeto segue para a Comissão de Segurança Pública, onde deve ficar 30 dias, e depois para a Comissão de Finanças.

O projeto

Os projetos de lei enviados pelo governo estadual à Assembléia Legislativa prevêem reajuste para as polícias Civil, Militar e Técnico-Científica de 6,5% no salário-base a partir de 1º de janeiro do próximo ano e mais 6,5% a partir de janeiro de 2010.

Pelo projeto, os policiais civis ganharão aposentadoria especial. Quem ingressou até 2003 vai se aposentar com 30 anos de contribuição –em vez dos atuais 35 anos–, desde que tenham 20 anos de atividade policial. O projeto suprime ainda a idade mínima para aposentadoria, hoje de 60 anos.

Para os que ingressaram na carreira após 2003, a proposta prevê 30 anos de contribuição, 20 anos de atividade policial e redução da idade mínima de 60 para 55 anos, no caso dos homens, e de 55 para 50 anos, para as mulheres.

Como parte da reestruturação das carreiras, o projeto prevê ainda a extinção da quinta classe de todas as carreiras da Polícia Civil e Técnico-Científica e a fixação de um intervalo de 10,5% entre as classes. Segundo o governo, a extinção da quinta classe vai proporcionar a promoção de 1.184 delegados e de 16.032 policiais operacionais.

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COMITÊ MÓVEL

Publicado por Flávio Lapa Claro em 01/11/2008

Disponível em http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/10/31/e311017683.html

Políciais grevistas passarão a seguir Serra em eventos externos

Agência Brasil

SÃO PAULO – Os policiais civis de São Paulo começarão na semana que vem uma nova etapa em sua greve: seguir o governador José Serra em todos os locais que o político estiver em compromissos de agenda. “Já que ele não aparece para falar conosco, iremos até ele”, disse Renato Flor, assessor de comunicação da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adepesp).
O assessor garante que os encontros serão simples e que os manifestantes montarão comitês de recepção para o governador com faixas e cartazes. Em greve desde o dia 16 de setembro, os policiais civis reivindicam reajuste no salário-base de 15%, entre outras melhorias. “Já estamos seguindo o governador há tempos, mas vamos intensificar o movimento na semana que vem”, disse.

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POLICIAIS EM GREVE DIZEM QUE VÃO INTENSIFICAR PROTESTOS

Publicado por Flávio Lapa Claro em 31/10/2008

Disponível em http://www.estadao.com.br/geral/not_ger270137,0.htm

sexta-feira, 31 de outubro de 2008, 09:59 | Online

Policiais em greve dizem que vão intensificar protestos
Categoria decidiu intensificar protestos por reajuste após governistas não irem à audiência na Assembléia

Roberto Almeida, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Polícia Civil de São Paulo, em greve desde 16 de setembro, seguirá a partir da próxima semana os passos do governador José Serra (PSDB) e de deputados da base aliada, com o objetivo de pressioná-los para a aprovação de um projeto substitutivo na Assembléia Legislativa. O texto elaborado pela classe prevê reajuste salarial de 15%, mais dois novos aumentos de 12% até 2010, em oposição ao atual projeto que tramita na Casa, redigido por Serra, que promete à categoria dois reajustes de 6,5% a partir de 1º de janeiro.

A polícia pretende usar sua capilaridade no interior do Estado para chegar ao governador e aos deputados em suas agendas de trabalho. Manifestações em São Paulo devem ser intensificadas, de acordo com diretrizes que serão estabelecidas em reunião já marcada para segunda-feira.

Sérgio Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, afirma que a reivindicação de reajuste de 15% se mantém “porque eles não sabem a pressão que será feita”. A categoria deve agir em duas frentes: uma na própria Assembléia, em articulações políticas com a bancada da oposição, e outra nas ruas, com diversas manifestações até que a votação do substitutivo seja feita.

Na quinta, policiais civis e representantes das entidades da categoria participaram de uma audiência pública para discutir os projetos de lei do governo do Estado. No entanto, os secretários de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e de Gestão Pública, Sidney Beraldo, não compareceram à Assembléia, transformando o evento em uma série de discursos anti-Serra.

João Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores, reclamou da falta de diálogo e afirmou que o “governo deu uma demonstração de covardia por jogar irmãos contra irmãos”, em referência ao enfrentamento entre as Polícias Civil e Militar perto do Palácio dos Bandeirantes. Tucanos que foram à tribuna reiteraram que há diálogo com o Executivo, em busca de solução para o impasse.

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LEALDADE x INTEGRIDADE

Publicado por Flávio Lapa Claro em 31/10/2008

LEALDADE x INTEGRIDADE

Semana passada escrevi um artigo denominado “LIÇÕES DE POLÍTICA PARTIDÁRIA”, onde tecia alguns comentários sobre o voto nulo e alguns fatos ocorridos na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O Dr. Guerra, muito gentilmente, o publicou no seu blog FLIT PARALISANTE (http://flitparasilante.blogspot.com), pelo que muito agradeço.
Mesmo correndo o risco de ser repetitivo, ouso voltar a esse assunto, pois me fascinam as alterações ocorridas nos conceitos e comportamento das pessoas quando envolvidas em política partidária. Como no artigo anterior usei como exemplo o nobre deputado Fernando Capez, não vejo motivo para ampliar o leque. Que o Capez me perdoe, mas vou utilizá-lo novamente para embasar minha teoria.

Afirmei, naquele artigo, que anulo meu voto por não encontrar candidato ou partido que o mereça.
Na realidade, o problema é bem mais abrangente que o programa de tal ou qual partido, que as propostas apresentadas por este ou aquele candidato. Trata-se do sistema político brasileiro.
Quando o cidadão vota em algum candidato, o faz, em teoria, porque julga que o comportamento, as convicções e a ideologia daquele candidato reúnem as condições necessárias para que, uma vez eleito, expresse as necessidades e vontades do seu eleitor. No entanto, o que vemos é que isso raramente acontece. Tão logo o candidato eleito toma posse, seu comportamento, suas convicções e sua ideologia são substituídas pelos interesses do partido político pelo qual concorreu à eleição.
Não queria estar na pele do Fernando Capez. Por mais que eu o admire pelos seus incontestáveis conhecimentos jurídicos, pela sua oratória, pela sua memória fantástica, pela empatia que desperta nas pessoas, a posição em que ele se encontra no momento atual é extremamente difícil.
Ontem (30/10/2008), na audiência pública patrocinada pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), que teve como objetivo o “esclarecimento” dos senhores deputados sobre a crise na Segurança Pública por que passa o Estado, ele tentou justificar sua posição diante das nossas reivindicações. Após enumerar diversas iniciativas por ele tomadas em benefício da Polícia Civil do Estado de São Paulo – como, por exemplo, o vale-paletó, a autorização para carteirar os ônibus intermunicipais, entre outras – fez um belo discurso sobre trairagem, lealdade, princípios…e para finalizar declarou sua lealdade ao partido que o acolheu.
Imagino os diálogos entre o bem e o mal que ocorreram em sua cabeça antes de tomar essa decisão.
O ANJINHO: Um dia jurei defender as leis e fazer com que elas fossem cumpridas.
O DIABINHO: Devo ser leal ao partido, não importa se o Governador cumpre ou não a lei…
O ANJINHO: Cumpri com a minha obrigação legal, ética e moral quando acabei com as torcidas organizadas.
O DIABINHO: Mas se o fato do Governador receber um chefe de torcida organizada, enquanto manda a Tropa de Choque atacar os Policiais Civis, trouxer vantagens para o Partido, devo agradecer o apoio recebido daquela torcida organizada e até mesmo reconhecer que as torcidas organizadas merecem mais respeito, por parte do Governador, que os Policiais Civis.
O ANJINHO: Meus eleitores votaram em mim devido aos princípios legais, morais e éticos que sempre demonstrei durante minha vida pública.
O DIABINHO: Mas agora você já está eleito…o que importa se o Governador, que é do seu partido, não cumpre a lei? Você deve lealdade é ao partido…Esqueça as leis, adote a ética do partido e cumpra os seus mandamentos… Afinal, o quê seus eleitores pensam que são, para ousarem cobrar algum posicionamento de sua parte que vá contra aquilo que o partido diz que é certo?

Acho que foi a escolha mais difícil da vida dele. Mas sua escolha foi feita e ele a assumiu em público.

Assim é a Política Partidária: faz pessoas decentes agirem e se posicionarem de forma totalmente contrária aos princípios e convicções demonstrados até serem eleitos, princípios e convicções esses que convenceram os eleitores que seriam bem representados por aquele então candidato.

Lealdade não significa submissão. Lealdade não significa apoiar os erros. Lealdade não significa ignorar as infrações à Lei. Lealdade não significa contrariar os próprios princípios. Esse conceito distorcido de Lealdade faz com que as pessoas renunciem à sua integridade pessoal, ética e moral.
É isso que a política partidária faz com as pessoas – mesmo com as melhores, como é o caso do Capez. Distorce os seus conceitos em nome do Poder. Fazem com que se esqueçam das vontades e necessidades de seus eleitores, e as razões pelas quais foram eleitos. Levam-nos a compactuar com o não cumprimento das leis.

É por isso que continuarei anulando meu voto. Enquanto o sistema político brasileiro não sofrer profundas alterações, votar em alguém ou em algum partido representará, necessariamente, profundo arrependimento e amarga decepção.

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

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OS ÚLTIMOS SUSPIROS DO MORIBUNDO

Publicado por Flávio Lapa Claro em 29/10/2008

OS ÚLTIMOS SUSPIROS DO MORIBUNDO

Durante os estágios efetuados ao longo do meu curso de graduação em enfermagem fui obrigado a presenciar a morte de algumas pessoas. Depois de algumas dessas experiências desagradáveis, mesmo com a reduzidíssima sabedoria de estagiário de enfermagem passei a perceber com alguma antecedência que este ou aquele paciente não duraria mais muito tempo. Em alguns casos é muito fácil ver que aquele corpo está fazendo uso de toda a energia que lhe resta para se manter vivo. E é justamente o uso desta energia que traz o seu esgotamento, e, conseqüentemente, a morte.
A matéria do Estadão de hoje (28/10/2008) intitulada “Governo quer pauta única para negociar com a Polícia Civil”, disponível em: http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid268129,0.htm , acendeu a tal da luz vermelha – sinal de perigo – que carrego embutida na minha cabeça. Primeiro fiquei indignado. São muitas mentiras juntas em um texto não tão longo. Passei o dia todo cismado com o que li. À noite resolvi fazer uma releitura, com maior atenção e calma, pois a mudança do discurso – de “não negocio com grevista” para “pauta única, mudança de itens em discussão” e outras mentiras mais – é algo que simplesmente não combina com o nosso arrogante patrão.
Achei o motivo da luz vermelha justamente no subtítulo da matéria: “Fontes do palácio afirmam que não é possível equiparar salários de alguns segmentos com o de magistrados”. Ora, essa equiparação em nenhum momento foi sequer cogitada durante todo o nosso movimento.
Mais uma vez nosso amado patrão está tentando provocar uma grande ruptura no nosso movimento. Insinua que os Delegados estão pleiteando algo separado, deixando as outras carreiras para trás.
A mim me parece exatamente um moribundo reunindo todas as suas forças para tentar sobreviver. Está jogando as últimas fichas tentando provocar a desunião. Tivesse visto o que vi ontem, na Praça da Sé, saberia que essa alternativa não existe mais. Estamos unidos, e unidos permaneceremos. Mas, como todo bom político, já preparou uma saída “honrosa”, acenando com a possibilidade de uma negociação, desde que cumpridas algumas condições. Bate e beija.
Senhor Governador, infelizmente para o Senhor, o jogo agora não lhe permite mais impor condições. Quem dá as cartas somos nós. E as negociações, quando acontecerem, serão de acordo com as nossas regras. O senhor teve todas as oportunidades, e não as aproveitou.
A minha proposta para o comando de greve é que não seja aceita qualquer proposta de negociação sem que as seguintes condições sejam satisfeitas:
1 – A retirada dos projetos de lei enviados para a ALESP, para – agora sim – NEGOCIAÇÃO, e posterior reenvio com todas as correções necessárias;
2 – A substituição do Secretário da Segurança Pública e do Delegado Geral de Polícia (a permanência deles no cargo é uma impossibilidade política);
3 – O reconhecimento do Comando de Greve, integrado por um representante de cada uma das entidades de classe, como legítimo representante dos Policiais Civis do Estado de São Paulo;
4 – Que as negociações sejam feitas entre o Governador e todos os integrantes do Comando de Greve, sem intermediários, com a presença do Presidente da OAB para ser testemunha das conversações (infelizmente, por motivos óbvios, uma testemunha se tornou algo indispensável);
5 – Que seja assumido publicamente compromisso formal de que nenhuma retaliação será feita contra os Policiais Civis tendo como causa esse episódio.

Satisfeitas essas condições, aí sim poderemos pensar em utilizar o desfibrilador para tentar ressucitar o moribundo. Mas só o usaremos efetivamente quando nossas condições forem aceitas.

Abraços a todos, e até a vitória final

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

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Protesto em Bauru

Publicado por Flávio Lapa Claro em 25/10/2008

25/10/2008 – 09h28
Serra enfrenta protesto de policiais em Bauru
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da Agência Folha
da Folha de S.Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enfrentou ontem um protesto de policiais civis em Bauru (343 km de SP) e teve que interromper, ainda no início, uma caminhada em apoio ao candidato tucano à prefeitura da cidade.

Policiais civis estão em greve desde 16 de setembro. Eles prometem para segunda-feira um grande ato em São Paulo.

Um dos manifestantes chegou, ontem, a colocar o dedo em riste no rosto do governador. O Palácio dos Bandeirantes e a entidade informaram acreditar que esse manifestante não seja policial.

O protesto ocorreu no final da tarde de ontem. Quando Serra caminhava com o candidato tucano Caio Coube, foi seguido por cerca de 80 manifestantes com apitos e cornetas.

Diego Padgurschi/Folha Imagem

Policias civis realizam ato na Assembléia Legislativa de São Paulo e vaiam deputados; categoria está em greve há mais de um mês
Segundo a assessoria de Serra, só um dos manifestantes o interpelou, de forma cordial, pelo reajuste salarial. Ele teria dito que mandou os projetos à Assembléia e que tenta melhorar a situação da categoria.

Os projetos prevêem dois reajustes salariais de 6,5%, em janeiro e em 2010. Os policiais querem 15% de reajuste imediato, mais duas parcelas anuais de 12% e aumento nas incorporações.

Gás de pimenta

Após Serra deixar o local, houve início de tumulto entre simpatizantes de Coube e os policiais. O empurra-empurra só terminou quando foi jogado gás de pimenta. A Secretaria da Segurança Pública não soube informar quem jogou o gás.

A assessoria informou que Serra só deixou a caminhada porque tinha outros compromissos e não viu o tumulto. O manifestante mais “hostil”, segundo assessores, pedia para o governador “aceitar Jesus”.

Segundo o delegado sindical Márcio Cunha, a “manifestação pacífica” contou com policiais em férias e alguns sindicalistas.

De acordo com ele, o governador, logo no primeiro quarteirão de caminhada, ficou incomodado com a pressão dos manifestantes e foi embora sem cumprir a programação.

Nesse momento, os tucanos, que na cidade enfrentam o peemedebista Rodrigo Agostinho, teriam ficado irritados com os policiais porque perderam a chance de ganhar votos com a presença do governador.

Já o comitê de campanha de Coube diz que não houve tumulto e que o gás de pimenta foi jogado por alguém possivelmente ligado aos manifestantes. Ana Cláudia Travassos, coordenadora de uma das equipes do comitê, foi atingida.

Além dela, crianças e duas colegas do comitê foram levadas ao pronto-socorro, mas não houve feridos. Ela não soube identificar de onde veio o gás. O delegado Cunha nega que os policiais civis tenham jogado gás de pimenta porque “macula o movimento de greve”.

Segundo Cunha, o ato ocorreu “sem ofensas”, mas irá apurar “algum fato isolado”.

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OS NÚMEROS DO GOVERNADOR

Publicado por Flávio Lapa Claro em 25/10/2008

OS NÚMEROS DO GOVERNADOR

Dizem que a matemática é uma ciência exata. O resultado da soma de dois e dois sempre será quatro. Essa afirmação forma a principal base da sociedade atual. É a única certeza universal, além da morte.
Não fosse a exatidão da matemática, o computador seria algo inimaginável. A Lua, um satélite inalcançável. A Economia não existiria como a conhecemos. Talvez meu saldo bancário nem entrasse no vermelho num ou noutro mês…
Mesmo com toda essa exatidão o Homem consegue jeitos de obter resultados diferentes partindo dos mesmos dados. Interpretação, dizem uns… Manipulação, dizem outros.
No caso dos cálculos apresentados pelo Governo do Estado de São Paulo como base de sua argumentação para o não atendimento das nossas reivindicações, eu diria que há diferenças de interpretação, manipulação e até mesmo ocultação.
A notícia publicada hoje no Globo.com, intitulada GOVERNO MUDA REGRA DE VALE REFEIÇÃO PARA POLICIAIS CIVIS, é clara demonstração que o governo peca na interpretação dos dados, os manipula e, até mesmo, os oculta. Interpreta errado quando não analisa TODOS os fatores envolvidos nesta ou naquela proposta de índice de reajuste. Manipula, quando afirma que o impacto no orçamento causado pelo atendimento das reivindicações será este ou aquele valor, mas não diz que esse impacto se dará ao longo de anos; quando não admite que o superávit causado pelo excesso de arrecadação permite não só o atendimento a todas as nossas reivindicações, com folga, como também deixaria um lastro razoável para atendimento de reivindicações de outros setores do funcionalismo público estadual, sem qualquer infração à Lei da Responsabilidade Fiscal; oculta, ao deixar de incluir nos valores TODAS as variáveis que compõem os vencimentos de cada policial.
Mas não importam as táticas por ele utilizadas. O problema que enfrentamos é a manifesta falta de vontade de minimizar os problemas da Segurança Pública e proporcionar aos Policiais Civis condições mínimas de uma vida digna.
Houvesse essa vontade, a interpretação e a manipulação dos números certamente existiriam, mas em um sentido totalmente diferente.
Ao reconhecer – segundo aquela reportagem – que graças ao “esquecimento” da existência do vale-coxinha (R$ 4,00 – aproximadamente 20 unidades por mês), um número significativo de policiais poderia ter um reajuste NEGATIVO, o Governo demonstrou sua incapacidade – ou falta de vontade – de fornecer números corretos para embasar as suas propostas.
Há que se reanalisar todos os números envolvidos – apresentados ou não pelo Governo – para que se confirme que a Matemática é uma ciência exata.

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

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CARGOS DE CONFIANÇA

Publicado por Flávio Lapa Claro em 24/10/2008

CARGOS DE CONFIANÇA

Não queria estar no lugar do Serra. Claro que se ele quiser trocar seu(s) saldo(s) bancário(s) comigo, aceito de bom grado. Mas é só o que nele invejo.
Meus parceiros são de total confiança. Com eles entro em qualquer lugar, encaro qualquer ladrão. Se me dizem que algo aconteceu, posso acreditar que realmente aconteceu. Se, antes de praticarmos alguma ação, qualquer parceiro tiver dúvidas a respeito, simplesmente deixamos de praticá-la. Porque confiamos uns nos outros. E sabemos que se existe alguma dúvida, a ação certamente não será segura.
Os acontecimentos dos últimos meses me trouxeram a convicção que o Serra não tem a mesma sorte que eu. Os erros de estratégia foram muitos, em um processo tão simples. Causados, certamente, por erros de avaliação. Tinham a certeza que não entraríamos em greve. Erraram. Tinham a certeza que a greve não seria retomada quando o STF determinou que o julgamento do dissídio fosse feito pelo TJ ao invés de pelo TRT. Erraram. Tinham a certeza que o movimento racharia quando fizeram aquela proposta ao pé do ouvido. Quase acertaram. O “quase” significa que erraram. Apostaram que não encararíamos o choque. Deu no que deu. Afirmaram que após o envio das propostas para a ALESP a greve perderia a força. Erraram de novo.
Na ALESP, o acusaram de descumprimento da lei. Seu líder não tinha argumentos, e ao invés de esboçar uma defesa, atacou outros políticos. Como se um erro justificasse o outro. Só que os políticos atacados não erraram. Bem ou mal, cumpriram a lei. O que o Serra não fez. Ou seja, o defensor conseguiu realçar que todos os outros cumprem a lei… menos o seu defendido.
Está muito mal de parceiros. Os que o assessoram não conseguem avaliar as situações como elas se apresentam. Os que devem defendê-lo não sabem fazê-lo.
Fosse o governador um político normal, teria reconhecido as falhas graves de avaliação muito tempo atrás. Cabeças já teriam rolado, e talvez o processo já tivesse tido um final – se não feliz, ao menos satisfatório para todos – que minimizasse o prejuízo político. Mas ele não é normal. Insiste no erro. Continua aceitando a avaliação daqueles que o levaram à beira do abismo. Puro orgulho. Não admite a possibilidade de ter escolhido mal seus assessores. Não admite ter errado nas suas avaliações. E por isso sua situação vai piorando a cada dia que passa. Devido ao orgulho, não corta as cabeças. Dane-se a população.
Se o senhor quiser trocar seus saldos bancários comigo, aceito de bom grado. Quanto ao resto… morro de dó.

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC

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