INVESTIGADOR DE POLÍCIA

No momento de perigo, o cidadão pensa em Deus e na polícia; passado o perigo ele se esquece de Deus e execra a polícia.

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CONVOCAÇÃO

Publicado por Flávio Lapa Claro em 05/11/2008

Precisamos lotar a galeria do Plenário da Assembléia Legislativa amanhã, 5/11, a partir das 14h. O governo preparou uma verdadeira operação de guerra para aprovar os projetos, convocou Congresso de Comissões, para dar parecer aos quatro projetos de lei complementar rejeitando as emendas apresentadas.

Os deputados da oposição protestaram quanto ao procedimento adotado pelo presidente da Casa de, à revelia dos líderes partidários, por ter convocado o Congresso de Comissões e anunciado, por meio da imprensa, a intenção de abreviar os processos de discussão e votação dos projetos. Eles manifestaram apoio à greve e insistiram pela abertura de canal de negociação, ainda apelaram aos representantes do governo para que buscassem a construção de uma proposta em comum acordo – governo e grevistas. Mas, as sucessivas colocações e ponderações dos deputados oposicionistas foram em vão. A base governista se manteve irredutível.

Uma dos projetos (PLC 59/2008) já passou pelo congresso de comissões e, apesar do esforço da bancada da oposição, passou sem alteração e está pronto para pauta. Até o momento, 20h15 de 4/11, o congresso de comissões discute o PLC 60/2008 e os deputados do PT e do PSOL tentam obstruir os trabalhos.

Está marcada para a meia noite de hoje sessão extraordinária, quando o governo pretende votar o PLC 59. A oposição promete apresentar emendas de plenário, para que o projeto volte para o Congresso de Comissões. Temos de ficar atentos e vigilantes. O governo conta com o cansaço dos policiais e dos parlamentares, para fazer passar todos os projetos sem discussão.

Venham todos. Sua presença é muito importante, vamos mostrar nossa indignação. A polícia quer respeito.

AMANHÃ, 5/11, ÀS 14H, NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

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COMUNICADO DO COMANDO DE GREVE

Publicado por Flávio Lapa Claro em 03/11/2008

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

COMUNICADO DO COMANDO DE GREVE

Disponível em http://www.sipesp.org.br

03/11/2008 – 15h58
DIGNIDADE PARA A POLÍCIA CIVIL

CAROS COLEGAS,

Conclamamos a todos os colegas para que estejam presentes amanhã, dia 04, às 10 horas, na Assembléia Legislativa de São Paulo, Plenário Dom Pedro I, onde terá início a votação dos Projetos de Lei de nosso interesse.

A presença do maior número de policiais civis do Estado será decisivo para que a votação dos projetos nos seja favorável.

COMPAREÇA! 
A SUA PRESENÇA DECIDIRÁ OS RUMOS DA NOSSA POLÍCIA.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS

Um abraço, Rebouças.

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COMUNICAÇÃO DA ADPESP

Publicado por Flávio Lapa Claro em 31/10/2008

Disponível em www.adpesp.com.br

:: A GREVE CONTINUA

Tendo em vista medidas que a Administração vem tomando, com o objetivo de desestimular nosso movimento, tentando constranger e impedir o direito legal a greve a ADPESP adverte que não poupará esforços, no sentido de garantir o direito de seus Associados. Lembramos ainda que a greve é legal e garantida por liminar, expedida pela Justiça do Trabalho e confirmada pelo STF.

O movimento paredista da categoria foi decidido em Assembléia Geral Extraordinária, que decidiu também, que todo Associado que firmar posição frontalmente contrária ao movimento, tentando impedir sua execução, será encaminhado ao Conselho de Ética.

A ADPESP, por meio de seu departamento jurídico, tomará todas as medidas cabíveis para manter o cumprimento da Liminar e encaminhará ações preventivas, contra os responsáveis pela retaliação, já no inicio da semana (3/11).

Lembramos ainda aos colegas, que tais atitudes, além de imorais, ferem a Lei Orgânica da Polícia Civil, em seus Artigos 62, incisos 2 e 14 e 63, incisos 38 e 55. Vale destacar que os descumpridores da referida Lei, além de terem seus nomes maculados na história, serão responsabilizados juridicamente por seus atos.

A greve continua com força total e, a partir de terça-feira, às 14h, contamos com todos, novamente, na Assembléia legislativa, a fim de cobrar dos deputados a aprovação de nossas emendas ao projeto. Estamos vigilantes.

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POLICIAIS EM GREVE DIZEM QUE VÃO INTENSIFICAR PROTESTOS

Publicado por Flávio Lapa Claro em 31/10/2008

Disponível em http://www.estadao.com.br/geral/not_ger270137,0.htm

sexta-feira, 31 de outubro de 2008, 09:59 | Online

Policiais em greve dizem que vão intensificar protestos
Categoria decidiu intensificar protestos por reajuste após governistas não irem à audiência na Assembléia

Roberto Almeida, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Polícia Civil de São Paulo, em greve desde 16 de setembro, seguirá a partir da próxima semana os passos do governador José Serra (PSDB) e de deputados da base aliada, com o objetivo de pressioná-los para a aprovação de um projeto substitutivo na Assembléia Legislativa. O texto elaborado pela classe prevê reajuste salarial de 15%, mais dois novos aumentos de 12% até 2010, em oposição ao atual projeto que tramita na Casa, redigido por Serra, que promete à categoria dois reajustes de 6,5% a partir de 1º de janeiro.

A polícia pretende usar sua capilaridade no interior do Estado para chegar ao governador e aos deputados em suas agendas de trabalho. Manifestações em São Paulo devem ser intensificadas, de acordo com diretrizes que serão estabelecidas em reunião já marcada para segunda-feira.

Sérgio Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, afirma que a reivindicação de reajuste de 15% se mantém “porque eles não sabem a pressão que será feita”. A categoria deve agir em duas frentes: uma na própria Assembléia, em articulações políticas com a bancada da oposição, e outra nas ruas, com diversas manifestações até que a votação do substitutivo seja feita.

Na quinta, policiais civis e representantes das entidades da categoria participaram de uma audiência pública para discutir os projetos de lei do governo do Estado. No entanto, os secretários de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e de Gestão Pública, Sidney Beraldo, não compareceram à Assembléia, transformando o evento em uma série de discursos anti-Serra.

João Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores, reclamou da falta de diálogo e afirmou que o “governo deu uma demonstração de covardia por jogar irmãos contra irmãos”, em referência ao enfrentamento entre as Polícias Civil e Militar perto do Palácio dos Bandeirantes. Tucanos que foram à tribuna reiteraram que há diálogo com o Executivo, em busca de solução para o impasse.

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AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALESP

Publicado por Flávio Lapa Claro em 31/10/2008


Disponível em: http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.4b8fb127603fa4af58783210850041ca/?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=bac91f4bf9f4d110VgnVCM100000600014ac____

30/10/2008 21h47

Audiência pública debate projetos para as polícias

Da Redação – Marisilda Silva

Vaz de Lima preside audiência pública que debate PLCs das polícias
A Assembléia Legislativa realizou nesta quinta-feira, 30/10, audiência pública para debater os projetos de autoria do Executivo que reestruturam as carreiras da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica e propõem um reajuste linear de 6,5%, para servidores ativos e inativos, a partir de janeiro de 2009. O mesmo percentual também deverá ser aplicado ao salário-base no primeiro mês do ano seguinte, 2010.
As propostas estão contidas em cinco projetos de lei complementar (nºs 57, 58, 59, 60 e 61), encaminhados ao Legislativo no último dia 20/10, ocasião em que o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, informou que o conjunto das proposituras significa um acréscimo de R$ 830 milhões, anuais, no orçamento da pasta.
A audiência pública convocada para esta tarde é resultado de acordo firmado entre as lideranças partidárias e as entidades dos servidores da Segurança Pública, no último dia 23/10, quando policiais civis em greve estiveram na Assembléia Legislativa. Os mesmos policiais compuseram majoritariamente o público que acompanhou os debates desta tarde, em que foram ouvidos representantes das entidades dos servidores e parlamentares.
A ausência de representantes do governo, especialmente das secretarias de Segurança Pública e de Gestão Pública, foi criticada pelos deputados da oposição e pelas entidades dos policiais. O líder do PT, Roberto Felício, argumentou que o debate ficava prejudicado com o não comparecimento de uma das partes envolvidas na questão, o Executivo. Pelo lado do governo, João Caramez (PSDB) afirmou que a presença do líder Barros Munhoz (PSDB) garantia a representação do Executivo.
Ao final da audiência, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Vaz de Lima, classificou como bem-sucedida a reunião. “Ouvimos a opinião e as reivindicações de 16 entidades dos servidores e o discurso de 20 deputados. Foi uma reunião democrática, ordeira e inteligente, que cumpriu perfeitamente seus objetivos e, com os recursos tecnológicos de que dispomos, pela Internet e pela TV Assembléia, pôde ser acompanhada por todos os cidadãos em todo o Estado”, declarou Vaz de Lima. Ele também explicou que não competia à presidência da Casa dirigir convites aos secretários de Estado, já que a solicitação partiu dos líderes partidários.

Entidades

As reivindicações salariais dos policiais e o apelo para que sejam abertas as negociações com o governo foram a tônica dos discursos da maioria dos representantes das 16 entidades que se manifestaram sobre os projetos em debate. A primeira entidade a usar a tribuna foi a Associação dos Praças da Polícia Militar, representada pelo sargento PM Neto, que, assim como Antonio Carlos Alves, presidente da Associação dos Bombeiros, referiu-se ao “salários de miséria da categoria, que se agrava com a aposentadoria”.
Para José Martins Leal, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, “o governo enriquece o Estado com a miserabilidade dos funcionários públicos” e os projetos apresentados pelo governo ferem a dignidade dos policiais. O reajuste de 6,5% foi criticado também pelo presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, João Rebouças Neto, e Valter Honorato, dirigente do Sindicato dos Escrivães de Polícia de São Paulo, referiu-se ao incidente ocorrido nas imediações do Palácio dos Bandeirantes em 16/10: “determinar que a Tropa de Choque confrontasse a Polícia Civil foi uma insanidade do governador”.
Os problemas dos peritos criminais foi salientado pela presidente do sindicato da categoria, Maria Márcia Kesselring. No mesmo sentido, Luiz Frederico Hoppe, da Associação dos Médicos Legistas, reivindicou autonomia da Polícia Técnico-científica, que, segundo ele, não tem papel de polícia judiciária em nenhuma democracia do mundo.
Falando em nome da Associação dos Delegados de Polícia, Abrahão José Kfouri pediu a imediata retirada dos projetos e a abertura do diálogo para a formulação de nova proposta. No mesmo sentido manifestaram-se os representantes do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto, Maria Alzira, da Associação dos Investigadores de Polícia de São Paulo, Flávio Lapa Claro, e da Associação dos Delegados de Polícia pela Democracia, André Dahmer. Segundo Dahmer, esta greve é o maior movimento reivindicatório da Polícia Civil em 30 anos, e só aconteceu pelo massacre a que os policiais vêm sendo submetidos, apesar de São Paulo ser o único Estado em que o número de homicídios caiu em relação ao número de habitantes.
O ex-deputado Hilkias de Oliveira, representando a Associação dos Funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo, lamentou que a Assembléia Legislativa não tenha mais políticos que defendam os funcionários públicos. Segundo ele, o salário dos policiais começou a ser achatado no governo Mário Covas, quando teve início a política de gratificações. Propondo a realização de uma nova audiência com a presença do governo, Hilkias afirmou que “os 35 mil policiais civis depositam nesta Casa suas esperanças”.
Pela Federação das Associações Policiais Militares do Estado de São Paulo, ocupou a tribuna Marcos Flores, que sugeriu maior organização nas manifestações da categoria, e pela Associação dos Papiloscopistas Policiais do Estado de São Paulo, falou Alaor Bento da Silva, reportando-se aos “baixíssimos salários” dos trabalhadores de sua base.
O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado, Sérgio Marcos Roque, afirmou ao jornal que se o papel constitucional da Assembléia tivesse sido, desde o início do movimento, respeitado pelo governo, a crise no setor não chegaria ao ponto em que está. Os deputados, declarou o presidente, são nossos naturais intermediários junto ao governo e a Casa é o espaço correto de discussão e negociação para o funcionalismo.
Após o término da manifestação das entidades, o público presente à audiência ouviu a posição dos deputados. Os pronunciamentos das bancadas de oposição também insistiram na necessidade de abertura das negociações com os policiais e, ao final do prazo para a apresentação de mudanças nos projetos do Executivo, encerrado às 19h desta quinta-feira, registrou-se 24 emendas e um substitutivo.
Segundo informação do presidente Vaz Lima, as proposituras, em tramitação ordinária, darão entrada nesta sexta-feira, 31/10, na Comissão de Constituição e Justiça.

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