INVESTIGADOR DE POLÍCIA

No momento de perigo, o cidadão pensa em Deus e na polícia; passado o perigo ele se esquece de Deus e execra a polícia.

Uma resposta para “- Aposentadoria”

  1. Tadeu Martins disse

    MARÍLIA, CAPITAL POR UM DIA DA GREVE DA POLÍCIA CIVIL

    Na segunda feira próxima passada, Marília foi sede estadual do movimento dos policiais civis que estão em greve há dois meses.
    As principais lideranças estavam presentes no encontro de lideres na sala de reuniões Ana Carolina, dependência do Alves Hotel; culminando com a aprovação por unanimidade da moção de repúdio contra a política adotada pelo senhor Governador José Chirico Serra em relação a Polícia Civil junto a Câmara Municipal.
    O texto aprovado pelos nobres edis é do vereador e presidente da câmara Eduardo Nascimento.
    Representado as entidades que encabeçam o movimento estavam presentes dentre outros as seguintes lideranças: Valter Honorato, Presidente Estadual do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo; Marcio Cunha Delegado Sindical do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo e Dr. Edson Cárdia, Delegado de Polícia, representando o Sindicato dos Delegados de Polícia.
    No encontro que durou o dia todo, foram discutidas novas diretrizes para o movimento após apresentação da ínfima proposta do Governo enviada para Assembléia Legislativa, que fora “imposta goela abaixo”, indiferente à proposta apresentada pelos policiais; “o governo possui maioria absoluta naquela casa de leis e certamente o projeto apresentado pelo governo passará sem nenhuma dificuldade, mesmo a contra gosto, portando, temos que tomar o máximo cuidado e deliberar novos rumos em nosso movimento, pois nossa preocupação maior é para com a população que esta enfrentando dificuldades. Gostaria de deixar bem claro que não havia outra alternativa a não ser a greve por intransigência do senhor Governador José Serra. Estamos tentando contato com o governo desde fevereiro deste ano e o senhor governador nunca nos recebeu para dialogar, numa clara evidencia de descaso por parte do PSDB que adota a política do arrocho salarial para com o funcionalismo público. Há quatorze anos estamos sem reposição salarial e enfrentando dificuldades nas delegacias com a falta de funcionários e ainda trabalhando com materiais sucatados. Não estamos na luta só por causa do salário e sim pela dignidade policial; afirmou Marcio Cunha.
    Na mesma linha e coerência Valter Honorato complementou que após o dia treze de agosto (data que deu início ao movimento) a polícia civil do Estado de São Paulo não será a mesma: “nos aprendemos que através do diálogo a instituição policial pode sim reinvindicar ao governo do Estado a melhoria salarial e exigir que o governo preste um melhor atendimento a população, o que nesses últimos não vem ocorrendo. Nossa luta não é tão somente pelo salário que é o pior do Brasil em se falando em polícia civil, mas pela dignidade dos serviços prestados. A população tem que saber que se as qualidades dos serviços ainda estão em níveis satisfatórios é tão somente pelos esforços dos policiais que se desdobram na função. O governo com sua política contencionista esta “obrigando” policiais que já cumpriram com sua jornada de trabalho e não se aposentam, pois se assim o fizerem, perdem cerca de quarenta por cento de seus vencimentos”.
    O doutor Edson Cárdia, Delegado de Polícia, em seu discurso afirmou que policiais sexagenários estão enfrentando bandidos em favelas e morros e não se aposentam por saber que a perda salarial é liquida e certa, vez que gratificações não correspondem a salários e com a aposentadoria, todas essas gratificações são retiradas de seus vencimentos, havendo assim uma perda considerável.
    Segundo o João Batista Bernardo, investigador de polícia e delegado sindical de Marília e região, “Marília, mais uma vez entra para a história da instituição policial. O encontro de hoje (segunda feira) é um marco na instituição. Os principais líderes da categoria de todo o Estado estavam presentes nessa reunião e novos rumos foram traçados para o nosso movimento. Por um dia nossa cidade foi o foco central de toda categoria policial civil de todo Estado, e porque não dizer de todo o Brasil, vez que nosso movimento ganhou fronteiras e a polícia civil de toda União esta solidária ao nosso movimento, a ponto de estarmos programando uma manifestação nacional para o dia 17 de novembro. Esteve em nossa cidade dentre outros, representantes das regiões de Avaré, Presidente Prudente, Araçatuba, Presidente Venceslau, Bauru, Botucatu dentre outras”.
    Ao tomarem conhecimento da destruição do prédio da DISE na cidade de Botucatu quando esta foi implodida na calada da noite por marginais que invadiram o prédio e subtraíram armamentos; cocaína e maconha que lá estavam armazenadas a espera de decisão judicial para incineração, alguns comentários surgiram dando conta de que um parlamentar do PSDB com seu discurso junto a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo excitaram a manifestação da organização criminosa para atos de tamanha proporção, o parlamentar Pedro Tobias de Bauru ao utilizar a tribuna da Assembléia expressou-se: “eu tenho mais medo da polícia civil do que o PCC”.
    Todos os participantes foram unânimes em afirmar, a resposta para esse atentado é questão de honra para a polícia civil do Estado de São Paulo.
    Tadeu Martins

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